
Durante um evento em comemoração aos 44 anos da Lei da Anistia, o governador determinou que o mausoléu do marechal Castelo Branco fosse retirado do Palácio da Abolição, sede do governo cearense, para dar lugar a um monumento em homenagem aos líderes abolicionistas cearenses, como o Dragão do Mar, que lutaram por liberdade.
O cearense Humberto Castelo Branco foi o 1º presidente do regime militar brasileiro. Ele assumiu o governo por meio do decreto AI-1 em 1964. A partir desta data o golpe tomou musculatura e sufocou os direitos e liberdades do povo, além de matar incontáveis jovens, estudantes, professores e críticos da ditadura.
Em nota, as entidades afirmam que para uma justiça de transição é necessário que haja reparação histórica.
“A ressignificação de espaços de memória do período de horror é uma reivindicação histórica de movimentos por memória, verdade, justiça e reparação, com amparo expresso nas resoluções do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, instituída pela Lei n. 12.428/2011.”
A nota está aberta para subscrições individuais e o documento será entregue em breve nas mãos do governador do estado do Ceará, por meio da comissão de representantes das várias entidades.